sábado, junho 25, 2005

A ministra apolítica!

As declarações da ministra da Educação sobre a disparidade entre as sentenças de um tribunal açoriano e outro de Lisboa estão a ter uma repercussão exagerada mas não deixam de ser muito importantes. A questão não é a falta de respeito pelos Açores ou pelos juízes, que tanto tem indignado a classe. A única questão é a falta de preparação da ministra para uma entrevista que ela sabia que ia ser importante. É o resultado - ainda que prematuro - de uma experiência mais académica que política.
A minha experiência enquanto jornalista ainda é mínima. Contudo, da pouca que possuo, considero que, pelo menos neste espaço de debate, posso emitir uma opinião sobre as despropositadas declarações da ministra na semana passada.
Desde segunda-feira que a ministra era convidada para ir a televisões e rádios. Adiou para 4ª feira, o que, à partida seria sensato - nesse dia a ministra poderia ter falado do sucesso dos exames e das poucas consequências de greve (indiscutivelmente os sindicatos perderam esta batalha). Mas é um absurdo não se estar preparado para responder às questões óbvias. E a questão que lhe foi colocada era óbvia. A resposta é que foi tudo menos óbvia: foi atrapalhada, confusa, nada rigorosa e, sobretudo, POLITICAMENTE DESASTROSA.
Para quem faz jornalismo político há uma regra que se aprende desde logo com os gabinetes ministeriais: os ministros políticos devem ter gabinetes muito técnicos e que os ministros técnicos devem ter gabinetes muito políticos. Na semana passada, viu-se o que dá uma ministra técnica com um gabinete técnico a enfrentar uma questão política: dá ASNEIRA!
Ainda é cedo para avaliar as responsabilidades dos titulares das pastas ministeriais deste Governo. Ainda assim, já vai sendo tempo para o eng. José Sócrates e a sua equipa se irem preparando para os combates políticos. Se não acontecer já, está eminente o fim do chamado ESTADO DE GRAÇA!
Beijinhos e abraços para todos!

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