sábado, novembro 18, 2006

A pergunta alternativa no referendo à IVG

Para os que não concordam com a pergunta proposta pelo PS a colocar aos portugueses em Janeiro sobre a Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG), deixou uma sugestão de uam amiga e colega jornalista...

«Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, desde que:
a) o marido concorde;
b) o unido de facto concorde;
c) o namorado concorde;
d) o gajo que ela não via há séculos e que encontrou há um mês à noite e aconteceu aquilo concorde;
e) o gajo de quem ela se divorciou e que já tem outra pessoa (e ela também)mas encontraram-se e pronto, aconteceu, concorde;
f) o gajo casado com quem ela anda concorde e já agora a gaja que vive com o gajo casado e os filhos dos dois concordem;
g) o gajo que a violou concorde;
h) aquele gajo que não lhe atende o telefone concorde;
i) o alemão que ela conheceu nas férias na tailândia concorde;
j) o padre amaro concorde;
l) caso haja dúvidas quanto ao progenitor, a mulher deve convocar todos os possíveis candidatos para análises de dna, posto o que, se ainda se estiver dentro do prazo legal, se procederá à consulta sobre o consentimento;

A concordância do presuntivo progenitor/fecundador deve ser certificada presencialmente, na presença de duas testemunhas, ou por documento reconhecido; caso a mulher queira levar a gravidez avante e o progenitor/fecundador não queira, o conflito será dirimido em tribunal/com uma moeda ao ar/ à porrada;
caso a mulher seja casada ou viva em união de facto com um homem diferente daquele que a fecundou, o consentimento dos dois deverá ser averbado;nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?»
adenda: caso a mulher queira abortar e o fecundador não quiser que ela aborte, e a mesma não se conforme, há várias hipóteses:
a) ela deverá ser enclausurada até ao termo da gravidez, posto o que, uma vez o bebé dado à luz, será entregue ao fecundador para que o crie.
b) a mulher abortará mas pagará uma indemnização ao homem;
c) será criado um novo crime, o de 'aborto até às 10 semanas sem consentimento do fecundador'.a lei em vigor deverá ser alterada, já que não coloca a hipótese de aborto por perigo para a saúde física ou psíquica do homem nem especifica que este deve ser sempre ouvido em todos os casos - incluindo violação e malformação.

Beijinhos e abraços para todos.
Vera, um beijo especial para ti, de rápidas melhoras.

quarta-feira, novembro 08, 2006