segunda-feira, janeiro 30, 2006

O PND/Braga emitiu um comunicado em que protestava sobre o facto de Cavaco Silva não ter reconhecido o apoio daquela organização à sua candidatura. Impensável. Todas as forças políticas são (ou devem ser) respeitadas pela sua natureza. Pelos motivos que as movem e pelas ideologias que representam. Mas há posições que, em política, todos o sabem, não se tomam.
1.º Cavaco Silva apresentou-se a Belém recusando o apoio partidário. É demagogia. Também o sabemos. Sobretudo, quando o agora Presidente sabe quão importante é a força dos aparelhos numa candidatura a Belém. Fez o politicamente correcto, assumindo-se como alguém acima de todo e qualquer partido, para depois, no discurso da vitória, agradecer ao PSD e ao CDS o apoio dado.
2.º Mas todos também sabemos que o PND constitui uma força que, politicamente, praticamente não existe em Portugal. Não estão em causa as razões que levaram à constituição do partido de Manuel Monteiro que são, reconheça-se, legítimas. E devem, por isso, ser respeitadas. Está em causa a força que o PND não tem. E essa é a questão fundamental que levou Cavaco a «esquecer» este partido.
3.º Chegou a hora das forças políticas com pouca expressão em Portugal reflectirem sobre este problema. Chegou a hora de perceberem que, em vez de reivindicarem, uma «força» que não têm, devem reivindicar aos órgãos de comunicação social o espaço que não lhes dão. É que, fala-se tanto de pluralismo e...onde anda ele? Obviamente que há mea culpa. É que os pequenos partidos também não conseguiram mobilizar a atenção da comunicação social. Ou a mensagem é desinteressante ou nós, jornalistas, andamos todos a dormir...

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