terça-feira, janeiro 03, 2006

Cáceres partiu, mas a vida dele continuará entre nós!

Acordei hoje de manhã bem-disposta. Como sempre. Mais cansada que outros dias, porém, mas sempre com uma boa disposição. Todos os dias acordo assim. Sobretudo, porque apesar do sono, das noites mal dormidas me levanto para fazer o que mais gosto na vida. Todos os dias o acto é mecânico. Acordar e ligar a TSF. Mas hoje, a notícia que me esperava era triste. Cáceres Monteiro falecera esta madrugada. Apeteceu-me voltar para a cama e não voltar a sair de lá. Conhecia-o há pouco mais de cinco meses. Mas apesar do tempo ser pouco muito este homem partilhou comigo e com jovens jornalistas da minha idade. Tinha sempre um sorriso. Tinha sempre uma palavra amiga. Juntou-nos um jantar de jornalistas com antigos camaradas seus do DN e da «CAPITAL», onde desempenhou funções de sub-chefe de redacção. Na altura ainda eu era criança. Cáceres Monteiro é o jornalista que conhecemos. De nada vale invocar qualidades num homem que deixou uma herança histórica no meio jornalístico. Será inesquecível. Para mim, em particular, e para todos os que com ele privaram. A melhor homenagem que lhe posso prestar é lembrar-me dele sempre que os obstáculos e as adversidades da profissão e da vida me atormentarem. É lembrar-me dos conselhos que me deu. E, sobretudo, recordar o sorriso com que sempre me recebia.

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